domingo, 18 de novembro de 2012

Le Petit Robe Noir



Ao descer os Champs Elysées apaixonei-me logo ao entrar na Guerlain.

Inspirado pela elegância e eternidade de um pequeno vestido preto, o perfume exala elegância parisiense e graciosidade. Abre com aromas de cereja preta, bergamota, frutas vermelhas e amêndoas.

Uma criação simplesmente irresistível. O frasco da fragrância é uma reinterpretação dos frascos clássicos da casa Guerlain, com a impressaõ de um vestido negro.

Sedutor, enigmático e cativante este perfume entrou, sem dúvida, para adicionar à minha Wish List.
Loja Guerlain @ Champs Elysées, Paris 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Guimarães capital da cultura 2012 - Eu faço parte

Um sopro de cultura respira a cidade onde nasceu Portugal. Aproveitar o mote de ser capital da cultura para modernizar espaços, renovar, renascer sem nunca esquecer o orgulho no passado histórico. Exemplo. O centro histórico de Guimarães está repleto de cantos e recantos, pastelarias que fazen crescer água na boca, espaços trendy chiq mas com a “boa mão” portuguesa.





O Manjar dos Doces é um recanto onde uma meia-torrada é reinterpretada: pão de noz caseiro torrado acompanhado de doce-de-abóbora é simplesmente irresistível.







“Aqui nasceu Portugal”


O coração, está presente em todos os passos, metamerfoseado de forma inspiradora e original.







O programa cultural associado à "Capital Europeia da Cultura" é rico e extenso e pode ser visitado no site: www.guimaraes2012.pt . O espaço São Mamede é o porto de abrigo ideal para o micro-clima da cidade berço. De decoração contemporânea,  prova-se uma das mais antigas receitas portuguesas: Sangria.



Guimarães 2012 – Eu também faço parte!   


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

India dia 1  Deli


Chegada a Deli via Londres pelas 06h20. Chegámos e, surpreendentemente, não sentimos logo o cheiro da Índia, mas o calor abafado sem qualquer aragem. Apenas temos tempo no hotel para um banho e partimos à descoberta de Old Deli. A capital da Índia é dividida em Nova e Velha Deli. A primeira, moderna, foi planejada pelos ingleses durante o período colonial para ser capital da Índia, enquanto a Velha Deli, é muito mais antiga, anterior ao domínio mongol.
Tal como em qualquer pais, principalmente no Oriente, primeiro estranha-se, depois entranha-se. Nas ruas da capital indiana, vêm-se traços da sua história milenar e também os símbolos da prosperidade do presente. Deparámo-nos com muitas cenas inusitadas, como os palácios de marajás, mulheres vestidas de saris coloridos, animais (vacas, camelos e elefantes) deambulando no asfalto e um trânsito caótico. Dizia-nos o motorista que para conduzir em Deli é necessário três coisas: a good break, good horn and good ... luck. 
Embora seja difícil para quem visita a cidade pela primeira vez superar um certo choque inicial diante da pobreza extrema, dos altos níveis de poluição e do caos do trânsito em geral esse estranhamento é recompensado por uma imensa riqueza histórica e cultural, escondida nas estreitas ruas da Velha Deli.  Não há palavras para descrever a confusão de cheiros, sons e contrastes. Tudo tem o seu peculiar encanto nesta terra de tradições milenares.

Tirámos os sapatos para visitar Jami Masjid, a maior mesquita da Índia (e a segunda maior do mundo), construída em 1656, onde se juntam, para rezar, cerca de 20.000 pessoas com vistas para a linha dos telhados de Old Deli. Obrigam-nos a colocar uma espécie de vestido porque afirmam que estamos “mal vestidos” muito embora eu esteja de calças jeans e t-shirt (não decotada).

Visitamos Qutub Minar, construído por Qutub-ud-Din Aibek em 1199. Almoçámos no Restaurante Suribachi. O preço exorbitante para a Índia (15€ por pessoa) não se traduziu na qualidade da comida nem na simpatia do acolhimento.

Fomos até Raj Ghat o mausoléu  erguido em memória de Mahatma Gandhi. Sem ser um local especialmente interessante, marca um dos grandes nomes da história da conquista da independência indiana e, por isso mesmo, vale a pena visitar o monumento que o homenageia.

O final do dia é passado em Connaught Place - o antigo centro colonial - de arquitetura inglesa. Aproveito para comprar “O principezinho” em hindu e em inglês (edição indiana). Nesta zona, há coffee shops com muito bom aspecto, lojinhas trendy chiq, as globais Apple e Samsung bem como um McDonald’s. Vamos até um pequeno bazaar onde começamos por observar a loucura do regatear e da aguçada vertente comercial dos indianos.  Primeira lição do dia: quando na Índia, qualquer pessoa se torna no mais experiente negociador de viagens de tuk-tuk, souvenirs, entradas em monumentos, guardador de sapatos à porta dos templos e até para comprar o bem mais essencial de todos, uma garrafa de água.









quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Before midnight



"Before Sunrise" e "Before Sunset" foram dois filmes magníficos que marcaram a minha adolescência. Filmados com nove anos de diferença marcaram-me pelos diálogos repletos de cumplicidade entre Jess (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy) que se conhecem em Viena (Before Sunrise) e reencontram em Paris (Before Sunset). O tempo do filme é o tempo real da diegese na narrativa e destaca-se a música que Celine canta a Jess.

Revisitar estas personagens poderá ser uma aposta de sucesso e aguardo ansiosamente o terceiro filme que será filmado na Grécia "Before Midnight"

Porque há amores assim que duram uma noite ou uma tarde e ficam para sempre na perfeição do que poderia ter acontecido. E o destino segue em frente o seu caminho.

domingo, 2 de setembro de 2012

A viúva que não queria ser vaca.

Certo dia, enquanto brincava, como todas as crianças aos saltos e saltaricos passou a minha vizinha. O nome verdadeiro não posso precisar pois todos lhe chamavam "Lucília" pois teria um nome difícil de pronunciar. "Parecer uma cabrita", disse ela. Lucília era alva e, na condição de viúva, só usava preto.
Pensei, engelhei o nariz e disse " E tu... parecer uma vaca". A vizinha não gostou, chamou a minha mãe.... Caiu o Carmo e a Trindade e fui obrigada a pedir desculpa à vizinha Lucília apesar de, na minha inocência de criança não entender o porquê de tanto alarido.

Alguns dias depois brincava com o meu vizinho e companheiro de aventuras quando passou novamente a vizinha Lucília. "Cuidado, nunca lhe chames vaca" avisei o meu amigo.... Raios e curiscos voltaram a sair da boca de Lucília e, só muitos anos mais tarde, quando entendi o significado potencial da palavra é que voltei a utilizá-la.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

As velas ardem até ao fim - Sándor Márai

Deslumbra ao primeiro primeiro parágrafo.  Envolve. Subjuga-nos na sua prosa surpreendente.


"Tal como o desejo surge entre pessoas de uma forma inconsciente e desfigurada, quando alguém, pela primeira vez, quer separar do mundo o corpo e a alma de outra pessoa, para a possuir de uma maneira exclusiva. É esse o sentido do amor e da amizade.  A amizade (...) tão séria e silenciosa, como todos os grandes sentimentos que duram uma vida inteira."


Personagens, complexas e ao mesmo tempo simples, repletas de medos, de defeitos, que procuram, ao longo do livro encontrar as respostas para o que as atormenta. Mas, "afinal uma pessoa sempre responde com a sua vida inteira às perguntas mais importantes".

Foto retirada do Facebook de Daniel Oliveira